Produção gráfica

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Sempre trabalhei com diagramação e produção gráfica. É um trabalho que faço desde os tempos do paste up e composição tipográfica na letraset.

design

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Identidade visual

Uva Limão, 2016

Uva Limão

 

Taam ProduçõesTaam Traduções, 2014

Identidade visual

 

Pedro TaamPedro Taam, 2014

músico erudito

Identidade visual

 

Fantastik, 2010

Logo Fantastik

 

2Cês, 2010

Guache, 2009

Van Or, 2007

Cinabre, 2005

logo Cinabre logo Cinabre logo Cinabre

 Marcelo de Alvarenga, 2002

Marcelo de Alvarenga

 

Aguarrás, 1999

Aguarrás - identidade, site, etc.   versão da logo

 

 

Sites e templates para WordPress

Studio Next, 2010

estudionext

Template para wordpress

 

Fantastik, 2010

Template pra wordpress Template pra wordpress

 

 Zungu, 2008

template do site Zungu template do site Zungu template do site Zungu

 

 Leio porque quero, 2003

Leio porque quero

 

 Márcia Neves, 2002

 site Márcia Neves site Márcia Neves

 

 

 

 

DVD-Rom e livreto

Missão de Pesquisas Folclóricas Mário de Andrade, 2011.

O projeto gráfico, tanto do DVD quanto do livreto e a arquitetura de informação do DVD são meus.

Missão de Pesquisas Folclóricas Mário de Andrade Missão de Pesquisas Folclóricas Mário de Andrade Missão de Pesquisas Folclóricas Mário de Andrade Missão de Pesquisas Folclóricas Mário de Andrade Missão de Pesquisas Folclóricas Mário de Andrade Missão de Pesquisas Folclóricas Mário de Andrade

O projeto tem também um hotsite link externo e a possibilidade de pesquisa in loco link externo.

 

 

Impressos

Márcia Neves, 2010.

 Cartaz de lançamento do livro Convite de lançamento do livro

 

Atlantide Eletromecânica, 2005

Trata-se de uma indústria especializada em equipamentos de sinalização de aeroportos, aeronaves, navios e portos. O design do flyer e do catálogo abaixo é meu.

Atlantide Atlantide Atlantide Atlantide Atlantide

 

Espanha, 2002.

Espetáculo de dança flamenca e duo de pianos. Eu fiz toda a programação visual do espetáculo, incluindo os impressos, banner da fachada, etc.

Espanha Espanha Espanha

 

 

 

 

 

Design editorial

 

 

 

Ainda não organizei todo o portfolio de design. Em design gráfico, trabalho principalmente com identidades visuais e design editorial. Faço produção gráfica também. Em webdesign, com arquitetura de informação, além do design propriamente dito e costumo preferir soluções utilizando o WordPress. Não sou programadora.

 

 

 

portfolio

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Não coloco tudo que faço no portfolio e de vez em quando apago trabalhos que não me representam mais, ou por serem muito antigos, ou por eu ter mudado a forma de fazer aquilo, ou simplesmente porque não aguento mais olhar para eles.

Está faltando também terminar de colocar os artigos aqui. É muita coisa, eu trabalho desde muito novinha, conto com a sua paciência.

Tenho também um tumblr link externo com portfolio.

Café com sereias

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foto da revista capa

Não sou barista, mas sou fanática por café ao ponto de ter um blend favorito, prensa francesa em casa e sinceramente notar a diferença entre tipos de grãos. Eu praticamente sustento a franquia de Starbucks aqui perto de casa com o meu consumo semi-industrial de Gold Coast Blend®. Acompanhei, portanto, com interesse o último redesign da identidade visual do Starbucks, que tem uma sirena bicaudata (sereia de 2 caudas) no centro.

A primeira figura mitológica metade pessoa, metade peixe de que se tem registro era homem. Um tritão, portanto. Foi o deus Oannes, que pertence à mitologia da Mesopotânia, de 5000 anos atrás. Ele saía todo dia do mar para ensinar artes e ciências à população do Golfo Pérsico que, na época, era o que se considerava “toda a humanidade”. Alguns milênios depois, na mitologia grega, “tritão” se tornou nome próprio. O Tritão, filho de Poseidon e Anfitrite, é um deus marinho. Assim como acontece hoje com algumas marcas famosas (Gilette, Bombril, Perfex, etc), o nome próprio se tornou sinônimo do objeto em si. Tritão, hoje, é entendido na maioria das vezes como sendo o deus e poucas pessoas usam a palavra como o masculino de sereia. Na mitologia grega, as pessoas-peixe são sempre masculinas. As divindades aquáticas são ninfas e não possuem caudas ou escamas.

As sereias eram, originalmente, metade mulher, metade pássaro e é esta a origem da sua linda voz. Tinham grandes asas, garras e penas nas pernas. Acredita-se que a versão peixe surgiu em um bestiário do século V chamado Physiologus, escrito em grego e de autor desconhecido, que teve uma tradução para o latim muito popular. Na Idade Média ainda vemos híbridos das duas versões e existem muitas sereias esculpidas em tumbas com asas. O mito de que atraíam marinheiros para a morte com seu canto é comum às duas versões. A Odisséia, certamente a estória mais conhecida envolvendo estes seres míticos, já foi retratada tanto com mulheres-peixe quanto com mulheres-pássaro.

Segundo o blog do Starbucks, a origem da sereia deles é uma xilogravura norueguesa do século XVI mas todas as referências que encontrei falam desta gravura como sendo do século XV. De toda forma é anterior à internet. O que acho interessante é como uma gravura de no mínimo 5 séculos de idade ainda pode render tanto. A mitologia sobre sereias é vasta e atinge diversas culturas, inclusive a nossa. Em algumas vertentes da Umbanda, Iemanjá é representada como uma sereia. É uma imagem forte de um mito presente em várias civilizações diferentes. Muito apropriado para uma multinacional. Se vamos usar um ícone existente, é sempre uma boa idéia escolher um que seja compreendido em qualquer lugar do mundo e por um longo período de tempo.

A sereia do Starbucks sofreu um processo de vários redesigns para se tornar menos sexual. Primeiro teve os seios cobertos pelos cabelos e depois perdeu o umbigo. Deixo para vocês a interpretação da posição em que a bicaudata segura as suas caudas, minimizada pelo enquadramento que gradativamente saiu de um plano médio para o close.

Edições moralistas na arte não são incomuns. O MASP recentemente fez um brilhante trabalho de restauro no quadro Himeneu Travestido Assistindo a uma Dança em Honra a Príapo, de Nicolas Poussin (1594-1665). Uma das etapas do restauro foi retirar o repinte de pudor do falo de Príapo. A cena do quadro é um ritual pagão de fertilidade. Acredita-se que a censura tenha ocorrido no século XVIII, quando estava em posse da família real espanhola. O quadro pertence hoje ao acervo do museu. Então, se Poussin sofreu um, digamos, redesign pudico, imagine uma identidade visual de cunho 100% comercial.

Agora em março, no seu 40º aniversário, o Starbucks decidiu tirar o nome escrito e adotou uma marca sem texto, apenas com imagem.

É no mínimo uma atitude ousada retirar o nome da identidade visual mas atenção, crianças: não façam isso em casa! Algo assim só é possível com um branding muito forte, como os das empresas Nike, Apple, Volkswagen e, acredito, Starbucks.

 

VIGNA-MARÚ, Carolina. Café com sereias. Revista Web Design, Rio de Janeiro, 01 mar. 2011.

Logomarca existe, passa bem e manda lembranças

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Logomarca é uma palavra formada por logo e marca.

Logo vem do grego lógos e, segundo meu pai Aurélio, significa palavra, tratado, estudo, ciência, faculdade de raciocinar, razão, inteligência, entendimento, que estuda, que trata.

Marca vem do alemão markэ. Markэ pronuncia-se “marka” e a grafia varia entre “marke” e “marka” por causa da ausência da letra э em nosso alfabeto. Nos bons dicionários germânicos encontramos “marke” e nos bons dicionários latinos encontramos “marka”. Depende, basicamente, de onde o dicionário foi feito.

O argumento contra o uso do termo “logomarca” baseia-se inteiramente na falsa idéia de que markэ é traduzida como “significado”. O erro é compreensível: alemão não é dos idiomas mais fáceis. Entretanto, markэ significa marca (como em “marcar algo”), identificação de uma empresa ou produto, selo gráfico, formato de um território… Qualquer coisa menos “significado”.

Temos, portanto, um radical que pode ser entendido como estudo e outro claramente gráfico.

Copio aqui, para os mais curiosos, a definição do dicionário alemão: eine Verbindung zwischen einem Namen und einem dazugehörigen Logo, die zusammen für ein bestimmtes Produkt stehen, und die das Symbol für die Qualität vom Produkt repräsentiert. A definição chega até a falar em produto, logo, representação, etc.

Mesmo em dicionários online de alemão, a tradução nunca passa pelo sentido que daria uma conotação redundante ao termo.

exemplos:

Supondo que a tradução para signus fosse possível, mesmo esta não seria de significado e sim de signo gráfico, símbolo. Aliás, vale a lembrança que signus é símbolo desde que o mundo fala latim. In Hoc Signus vinces quer dizer “Com este Símbolo Vencerás” e é uma referência a Constantino, o Grande, que passou a usar a frase como lema após adotar a cruz como símbolo do cristianismo.

Os demais termos – logotipo, identidade visual, etc – também estão corretos, mas estes não sofreram uma campanha a favor de sua extinção, então não sinto que seja necessário defendê-los.

Resumindo, então, use o termo que quiser e seja feliz!

VIGNA-MARÚ, Carolina. Logomarca existe, passa bem e manda lembranças. Revista Wide online, 18 nov. 2010.