Revista Pernambuco: Animais de estimação de escritores e suas histórias

 

Meus animais de estimação foram citados na Revista Pernambuco #31 (agosto de 2026)

Animais de estimação de escritores e suas histórias

Trecho:

Crônicas e poemas

Em São Paulo, a cadela vira-lata Nina Simone e os gatos Frederico e Verônica, irmãos da mesma ninhada, estão sempre rondando a escritora, ilustradora e professora Carolina Vigna. ‘Os animais de estimação têm a gente na palma da pata’, diz. Com frequência, o trio serve de inspiração e é protagonista de crônicas que ela publica no Jornal Rascunho. ‘Mas eles são, principalmente, companhia, minha vida é melhor com eles’, declara Carolina Vigna. Ela é autora, entre outros, dos livros Uma história da arte (Cepe Editora, 2022), em coautoria com a mãe, Elvira Vigna, e Ilustração digital (2022).

Histórias para contar não faltam na casa da escritora. ‘Verônica é um bicho grudento. Chiclete. Onde eu vou, vai atrás. Quando estou escrevendo ela costuma deitar em cima dos meus braços e eu que lide com a tendinite depois. Normalmente, ajeito ela pra ficar deitada no meu colo e conseguir escrever, mas às vezes ela é um tanto inconformada e volta pra cima da mesa. Como ela ainda é filhote, tem aquela pancinha de gato filhote. Outro dia eu estava escrevendo e a barriga dela digitou um monte de coisa. Eu não vi e mandei pro cliente desse jeito! E a vergonha, meu Deus? Felizmente o cliente também é gateiro e rapidamente percebeu que não era um humano digitando. Acabou ficando engraçado, mas eu primeiro tive um pequeno ataque’, relata.

Se os animais de Carolina Vigna são motivos de crônicas, os felinos de companhia do poeta, dramaturgo e crítico literário britânico T. S. Eliot (1888-1965) deram origem a uma coleção de poemas sobre gatos, para crianças. O livro dos gatos práticos do Velho Gambá, lançado por Eliot em 1939, tem edições traduzidas para o português. A obra inspirou o musical Cats, que teve estreia em Londres, em 1981, e ficou 18 anos em cartaz na Broadway. Gatos também são os favoritos do jornalista e escritor Ignácio de Loyola Brandão. Ele já teve vários ao longo da vida. (…)”