Empatia é uma arte perdida. A gente faz um comentário contra o racismo, a homofobia, a misoginia etc., e a resposta é: “Ah, nunca sofri isso. Que bobagem,…
Depois de velha e de anos de resistência, entendi que eu curto cozinhar e gosto da minha comida. Não foi sempre assim. Vivi muitas décadas da minha vida…
O meu livro de crônicas, Quando cheguei (Caos&Letras, 2026) foi recomendado no programa ChatMPB, quadro Literárias (ep. 22), liderado pela Profa. Dra. Lígia Menna, na Rádio Cultura Brasil…
Semana que vem completo dezenove anos de São Paulo, mas ainda me surpreendo com o 9 de Julho. Sim, estou falando sobre a Revolução Constitucionalista de 1932, uma…
Alguns posicionamentos políticos são associados a determinadas profissões. Pelo menos, em um certo imaginário que acredito ser coletivo. Não há qualquer obrigação de um taxista paulistano ser de…
Meu livro de crônicas Quando cheguei recebeu um gentilíssimo destaque na seção Rascunho Recomenda da edição de julho de 2026. “Quando cheguei reúne crônicas selecionadas da…
Semana passada, em uma mesma madrugada — uma horrível terça-feira fria e chuvosa —, morreram Raimundo Carrero e a mãe de uma de minhas melhores amigas. São duas…
Digo que minha bateria social está zerada, e a pessoa pergunta se é zerada no sentido de acabada ou de renovada. Ela está certa. Zerada pode ser interpretado…
Escrever crônicas é um eterno exercício de síntese. O formato, mais curto, não suporta grandes explanações de nada. A vida é curta e a gente não tem nem…
Estou em Minas Gerais para um congresso. Dirigi de São Paulo a Três Corações, para almoçar com um amigo importante o suficiente para que eu fosse até lá….
Uma cena recorrente no imaginário coletivo quando falamos de prisões é o sujeito marcando na parede os dias passados, para não perder a noção do tempo. Uma cena…
Jantando amendoim com café. Não me julgue. Ou julgue, não ligo. Dia das mães. Adoro que o corretor ortográfico do Word quer colocar “mães” capitalizado, “Mães”. Amigo, não….
Ler a grande mídia, para mim, é um exercício de adivinhação. Não conheço a maioria dos nomes que aparecem nas manchetes. Descubro que existe uma pessoa chamada Benji…
Tive uma mãe feminista. Feminazi. Emancipada. Girl power. You go, girl. O que significa uma educação fantástica, exceto nos aspectos menininhas da vida. Fui aprender (mais ou menos)…
Tem um meme sobre nomenclatura de arquivos que é mais ou menos como “final.doc – finalrevisado.doc – finalrevisado2.doc – finalesseaqui.doc – finalfinalmesmo.doc” e por aí vai. Eu nomeio…
O lançamento do meu livro de crônicas, “Quando cheguei” (ed. Caos&Letras, 2026), aconteceu no sábado, dia 9 de maio de 2026, na Patuscada (Rua Luís Murat, 40, Vila…
Época de avaliação, para professor, é tão infernal quanto para aluno. Como estamos em 2026 e já inventaram a internet, algumas são entregues via Moodle, um sistema open…
Não sou uma pessoa saudosista. Isso dito, quando morei nos Estados Unidos, tinha um pão em lata que a gente abria, ele expandia e, então, colocava-se no forno…
Semana passada completei 55 anos bem vividos. Bota bem vividos nisso. Comemorei, é claro. Não tirei fotos. Esqueci. A conversa estava boa demais para ser interrompida. Ficará apenas…
Que meu chefe não me escute, mas meu sonho de princesa é dar aula com aquele microfonezinho de Madonna para um auditório lotado. Claro, precisaria de um assistente,…
Gosto de tecnologia. Trabalho com tecnologia. No passado, foram muitos boletos pagos com computação gráfica, webdesign, diagramação e afins. Hoje, muitas pesquisas usando grafos relacionais, cartografia interativa…
VIGNA, Carolina. Labirintos. In: YAMASHIRO, Olga; POLI JR., Ovídio (org.). Nós 3: textos de autoria feminina. Paraty: Selo Off Flip, 2025. (Destaques) ISBN 978-65-86918-40-3.
Entrei como “destaque” na coleção Sonetos, do Prêmio Off Flip. VIGNA, Carolina. Niilismo. In: POLI JR, Ovídio (cur.). Sonetos. Paraty: Selo Off Flip, 2025. ISBN 978-86918-42-7
Os cabelos grisalhos, as pelancas e as rugas não foram o suficiente para que eu me sentisse velha. Estão aqui, impressas no meu corpo, lembrando-me de que passo…
Consigo, da minha sala, ouvir a sala da vizinha. A família que mora parede com parede comigo dorme cedo, então não é algo que verdadeiramente me incomode. Semana…
Há um nicho, na minha estante de livros, com espaço reservado para a fauna. Lá vivem o rinoceronte que ganhei de presente do Fábio, dois prêmios Jabutis que…
Onze de setembro. Naquele, não nesse, eu segurava meu filho recém-nascido no colo quando me telefonaram. “Liga a televisão, algum idiota conseguiu bater nas torres gêmeas. Um prédio…
Nas férias de 2025, que acabam hoje, fiz uma apresentação em um congresso em Manaus, montei uma exposição, escrevi, estudei, li, arrumei a casa, desatei nós burocráticos —…
Faxina para além da poeira. Daquele tipo de abrir cada pasta, cada caderninho perdido de anotações, cada caixa de papelão. Vou ter rinite até 2034. Encontrei minhas anotações…
Agosto me atingiu no atropelo, a contrapelo e sem apelo. Até Nina Simone está tonta com a quantidade de afazeres. Nem é tanto a quantidade: é a mudança…
O evento dos cidadãos de bem com camisa da seleção brasileira e enrolados em bandeiras de Israel ou dos Estados Unidos terminou, mas o meu humor não melhorou…
Um amigo de longa data me mandou o link de um vídeo sobre a Mercearia Paraopeba. Imediatamente me lembrei da vendinha que frequentávamos quando eu era criança. Era…
“Mãe, nada é urgente.” E foi assim. Filho é sintético. Vivemos um momento em que tudo é urgente. E, portanto, nada é. Considero uma vitória quando percebemos que…
Chego em Manaus, táxi para o hotel. No caminho quase somos atropelados por um urubu. Manaus não é para amadores. O taxista, entusiasmado, começa a me contar sua…
Quando essa crônica for publicada, estarei em Manaus, para o congresso da Abralic e já terei feito a minha apresentação. Portanto, não serei mais essa pilha de nervos…
Escuto Macarena. Descobri uma playlist no Spotify de músicas animadas para dançar. Não danço, mas lavo louça. Me sinto na virada do século de novo. Virada do século…
Vou a Brasília para um evento, o quinto encontro do Praça Clóvis, na Biblioteca Demonstrativa. Conversamos sobre O que deu para fazer em matéria de história de amor….
O Masp está vivendo dias de diva. Filas homéricas, lotado, a qualquer dia, a qualquer hora. Turistas tirando selfies na entrada, na fila, em frente à placa da…
Virada Cultural em São Paulo. Pepe Cisneros Quartet no auditório do Instituto Cervantes. Convido um amigo querido. Vamos. A banda ou o instituto, jamais saberei, decide que iam…
Tudo o que sei hoje sobre essas bonecas reborn é contra a minha vontade. Gostaria de deixar claro que fui forçada a conhecer. Alguém, por favor, aciona o…
Primeiro de maio deveria ser, e talvez seja, o dia mundial do trabalhador e o dia da Literatura Brasileira. É o dia em que a vacina contra poliomielite…
Uma mulher com muita maquiagem e muitas bolsas entra na minha frente na fila do Starbucks. Não ligo. Ainda estou pensando o que quero. Sou lenta, pode furar…
No espelho do meu banheiro tem uma mancha, como se o espelho ou eu estivéssemos nos desfazendo, bem na altura do meu olho direito. Espelhos são curiosos. Mostram…